
O Presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA) disse, esta terça-feira, que é preciso que haja garantias antes do início das actividades do sector privado, pois as manifestações continuam. Agostinho Vuma reagia às medidas adoptadas pelo Governo para aliviar a pressão financeira das Pequenas e Médias e Empresas.
O Governo anunciou, durante encontro com bancos comerciais, algumas medidas para alívio da pressão financeira, de forma que o sector privado pudesse reiniciar as suas actividades, com destaque para a “criação de linhas de crédito bonificadas, destinadas às empresas que não possuem dívidas, mas que necessitam de capital, para impulsionar seus negócios, com juros anuais estimados em 15 por cento”.
Em reacção a esta medida, Agostinho Vuma questionou “como aceitar um fundo de recuperação que terá impactos na estrutura de custo”, sendo que as manifestações continuam. Questionou ainda como é que as empresas que já tinham empréstimos vão fazer um novo empréstimo, com o perigo iminente de novas vandalização.
“Portanto, é preciso refletir nos critérios de acesso e no custo desse dinheiro”, sublinhou Vuma.
O presidente da CTA falou ainda da segurança em relação aos raptos, pois, só este ano, já foram sequestrados três empresários. “Uma onda de violência, ligada ao ódio, que estamos a visualizar. Portanto, temos um Moçambique muito intolerante. Temos os nossos concidadãos sem sensibilidade para saber que as nossas empresas que lhes dão emprego são empresas de gente que procura lucro”, acrescentou. Read More O País – A verdade como notícia
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CAPA DO JORNAL-16.04.2025