
Continuam sem esclarecimentos os três raptos ocorridos no primeiro trimestre deste ano. A Polícia da República de Moçambique reconhece as falhas na prevenção deste tipo de actos criminais. A PRM garante, contudo, ter pistas bastantes para o esclarecimento dos crimes.
Nos primeiros três meses de 2025 o país já registou três raptos de cidadãos de origem indiana, cujos autores ainda não foram identificados. A Polícia assume que há falhas na prevenção dos actos criminais.
“Quando há situações de rapto, é naturalmente que se percebe que houve, evidentemente, alguma falha de prevenção criminal, que é a antecipação da ocorrência desses factos. E quando isto ocorre, é de todo interesse policial. Nós somos gestores de segurança pública e é de imaginar que é preocupante a ocorrência dos raptos, não só para as vítimas, para a sociedade, mas igualmente para a polícia. Daí que há todas as acções, de forma muito enérgica, a serem desencadeadas para, efectivamente, haver esclarecimentos”, explicou Leonel Muchina, porta-voz do Comando-Geral da PRM.
Muchina disse ainda estar a trabalhar ao lado do Serviço Nacional de Investigação Criminal, SERNIC, para prevenir estes e outras tipologias criminais.
“Há andamentos processuais, daí que devemos imaginar, por causa, evidentemente, deste circunstancialismo processual, não há de ser muito oportuno avançarmos o que é que está em curso, mas já há dados concretos, relevantes, constantes nos processos a serem desenvolvidos para o esclarecimento destes raptos que fazemos menção”.
O Porta-voz do Comando-geral da PRM, que falava no habitual briefing, disse que entre 22 e 29 de Março passado, reduziu o número de casos criminais, comparativamente ao ano passado.
“Tivemos registados 114 delitos contra 89 no período comparativo de 2024. O desempenho policial situou-se em 96%, mercê ao esclarecimento de 109 dos crimes registados contra 99% de cooperactividade policial obtida em igual período de 2024. Relativamente à tipicidade destes crimes que fiz menção, no período em referência aos crimes contra património e pessoas com 64 e 40 casos respectivamente, dominaram o panorama criminal no país”, avançou.
A Polícia diz que será implacável contra actos criminais, principalmente contra seus agentes e o crime ocorrido na Zambézia é tipo como exemplo a combater.
“No segmento do homicídio agravado registado no dia 9 de Março do ano corrente, no povoado de Misiás, no distrito de Molumbo, na província da Zambézia, a Força Operativa da PRM deteve quatro indivíduos, autores confessos de participarem activamente no assassinato macabro de dois agentes da PRM”.
Já no capítulo da sinistralidade rodoviária, Muchina lança apelo ao respeito às regras de trânsito, uma vez que se trata de uma das maiores preocupações das autoridades. Para o controle ou combate, há ações em curso.
“Neste capítulo continua sendo destaque o acidente de aviação ocorrido no passado dia 24 de março do ano corrente em Cafumpe, distrito de Gondola, em Manica, que vitimou e levou a óbito de 23 cidadãos, feriu gravemente um, ligeiramente dois cidadãos moçambicanos. Medidas a adotar para a prevenção à sinistralidade rodoviária continuam as mesmas anunciadas semana fina, que é a reativação e introdução das brigadas móveis, de fiscalização, controle de velocidade e de álcool, mormente aos pontos críticos, intensificação de ações de educação cívica rodoviária nas escolas, igrejas e outros locais de aglomerado populacional, controle de lotação e do estado técnico de veículos, transportes coletivos, semi-coletivos e passageiros”, defendeu.
Apesar destes registos, Leonel Muchina diz que o período em análise foi relativamente tranquilo. Read More O País – A verdade como notícia
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