
O Banco de Moçambique pretende injectar mais dinheiro na economia nacional para apoiar empresas afectadas pela tensão pós-eleitoral. Por isso, decidiu reduzir o coeficiente de reservas obrigatórias de 39% para 29%.
Finalmente, o Banco de Moçambique decidiu responder, positivamente, a uma das maiores preocupações do sector privado nacional, reduzindo o coeficiente de reservas obrigatórias, tanto em moeda nacional, como em moeda estrangeira.
Os bancos comerciais eram obrigados a guardar no Banco de Moçambique 39% dos depósitos dos seus clientes em jeito de reservas, como forma de proteger os seus depósitos de eventuais crises, mas agora passam a depositar 29%.
Com a medida, o Banco Central pretende disponibilizar mais dinheiro aos bancos comerciais para que tenham capacidade de financiar as famílias, empresas ou ao próprio Estado, por terem sido fortemente afectados pela tensão pós-eleitoral.
Para já, o Banco de Moçambique diz possuir reservas confortáveis para cobrir necessidades de importação de bens e serviços durante cinco meses, mas diz que o Governo deve colocar a mão na massa para evitar problemas na economia.
Rogério Zandamela comentou ainda sobre a suspensão do apoio externo pelos Estados Unidos. Diz que a medida não é ainda clara para o caso de Moçambique.
Zandamela voltou a alertar para o agravamento da dívida interna do Estado. Diz que situa-se em 435,6 mil milhões de Meticais, um aumento de 20,1 mil milhões face a Dezembro.
Importa lembrar que desde Maio do ano de 2023 que o Banco de Moçambique não reduzia os coeficientes de reservas obrigatórias. Read More O País – A verdade como notícia
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